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Produtores de celulose planejam produzir etanol a partir do eucalipto

Criador de aves em Vitória da Conquista investe em galinhas ornamentais

Disputa de terras cria clima de tensão em Porto Seguro, na Bahia.



A equipe do JN no Ar voou nesta segunda-feira (19) para Porto Seguro, no sul da Bahia, para investigar uma disputa de terras que mobiliza índios, produtores e assentados.
O clima no extremo sul da Bahia é de apreensão. De um lado, os índios pataxós, da aldeia Barra Velha, pressionam pela ampliação das terras. Do outro, produtores rurais e até assentados da reforma agrária protestam contra o projeto de ampliação proposto pela Fundação Nacional do Índio, a Funai.
Em abril de 2009, a Advocacia Geral da União deu parecer contrário à ampliação. Com o apoio da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo, a equipe conversou com os envolvidos na disputa.
Viagem curta entre Salvador e Porto Seguro, apenas 40 minutos de voo. Ainda estava escuro quando a equipe do JN no Ar pegou o caminho para a aldeia indígena de Barra Velha, a 150 quilômetros. Os índios se pintaram para receber a equipe, mas eles fazem isso com quase todos os visitantes.
Barra Velha é a mais antiga das aldeias Pataxós. É também a maior em extensão territorial: 8,6 mil hectares. Os índios querem multiplicar por seis vezes essa área, para 52 mil hectares, o correspondente a quase 20% do município de Porto Seguro.
“Aqui na Aldeia Barra Velha, 1,8 mil índios estão cadastrados na Funai”, diz o funcionário da Funai Marcos Alves. Os números não batem: o cacique fala em muito mais gente.
Hoje, eles plantam mandioca, feijão, cultivos de subsistência. A fonte de renda vem, sobretudo, do artesanato e da pesca. A área que os índios querem ocupar inclui o Parque Nacional do Monte Pascoal, um dos últimos trechos preservados de Mata Atlântica na Bahia. Ao todo, 110 propriedades rurais também seriam incorporadas ao território pataxó.
Os produtores rurais ocupam 27 mil hectares, pouco mais da metade da área que, segundo o projeto de ampliação da Funai, seriam terras indígenas da Barra Velha. E nessas terras, há fazendas de pecuário e de produção de frutas, como a banana, por exemplo.
São 25 mil toneladas de frutas por mês. Cacau, mamão e café também são plantados nas fazendas. Boa parte das terras foi irrigada e, segundo os produtores, a população da área chega a quatro mil pessoas, incluindo os empregados das fazendas.
Um agricultor mostra o título de propriedade das terras que ocupa, concedido pelo Governo da Bahia em 1982. Ele diz que os outros produtores da região também têm documentos de posse e se queixa que, no levantamento feito pela Funai para a demarcação da área, não houve identificação das fazendas e suas benfeitorias. “Isso dificulta a defesa dos produtores rurais”, apontou o produtor rural Lindomar Lembrance.

O coordenador regional da Funai, Francisco Paes, diz que o processo ainda não foi concluído. Os produtores também se queixam de invasões promovidas pelos índios. Dona Maria, que criava gado em 150 hectares, não pode voltar para suas terras. As terras dela viraram uma aldeia indígena.
O litígio provocou uma aliança rara nas disputas por terras. No sul da Bahia, assentados da reforma agrária e fazendeiros estão do mesmo lado. Terras de assentamentos também estariam incluídas na área da reserva indígena. Em meio ao impasse sobre a questão indígena, a tensão aumenta dia a dia. E cada um cava sua trincheira na terra do descobrimento.
A Advocacia Geral da União disse nesta terça que, diante de novas informações apresentadas pela Funai, pelo Instituto Chico Mendes e o Incra, vai retomar a avaliação do levantamento técnico feito na região.

Rural Notcias Pesquisa mostra que possvel gerar etanol a partir da ca...

Pesquisadores conseguem retirar etanol da casca do eucalipto


Cientistas querem testar se transformação é viável para o mercado.


É possível gerar etanol a partir da casca do eucalipto. Este é o resultado de uma pesquisa inédita no mundo, realizada por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A ideia é utilizar mais de sete milhões do resíduo que sobra da madeira utilizada na indústria de papel e celulose. Se tudo der certo, a previsão é que o novo etanol chegue ao mercado em no máximo em 10 anos.


No Brasil, existem mais de 4,5 milhões de hectares de eucalipto. Cada 30 milhões de toneladas de madeira geram sete milhões de toneladas de casca de eucaliptos. De acordo com pesquisadores, uma tonelada pode produzir 200 mil litros de etanol. A quantidade é muito parecida com a cana, até mesmo o de segunda geração, e isso pode dar um incremento no biocombustível.


Cada hectare de eucalipto produz 2,6 mil litros de etanol. Um hectare de cana produz seis mil litros de etanol. O etanol de casca de eucalipto é mais uma fonte de energia alternativa, mas não concorre com o etanol da cana, já consolidado no mercado. A partir de agora, os pesquisadores iniciaram um novo estudo, em parceria com a União Europeia.
A viabilidade econômica depende de vários parâmetros. A ideia é associar o eucalipto com o setor sucroalcooleiro – afirma Carlos Alberto Labate, professor da Esalq/USP.
Casca de eucalipto pode ser muito produtivaCasca de eucalipto pode ser muito produtiva

Fonte: Canal Rural, adaptado por Painel Florestal

Embarque gado em pé volta a crescer

Em agosto, o volume de animais exportados foi o segundo maior do ano
Mônica Costa


Depois do fraco desempenho em julho, quando foram embarcados somente 16 mil cabeças de bovinos vivos, o menor resultado desde 2007, os embarques voltaram a crescer. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que, em agosto o Brasil exportou 32,4 mil cabeças. O volume representa um aumento de 102% na comparação com o desempenho de julho e figura como o segundo melhor resultado do ano, perdendo apenas para fevereiro, quando foram comercializadas 46 mil cabeças. O faturamento foi de US$37,8 milhões.

“O resultado é positivo, mas ainda está abaixo do desempenho esperado para o período” aponta Alex Santos, da Scot Consultoria. O volume embarcado é 41% menor do que o registrado em igual período do ano passado, quando foram exportados 55 mil bovinos vivos. A receita foi 36% menor.

O analista afirma, ainda, que as condições macroeconômicas continuam as mesmas, com a valorização do real interferindo na competititvidade do setor, por isso, não há expectativa de recuperação expressiva até o final de 2011.

De janeiro a agosto, o Brasil já exportou 238,6 mil cabeças de bovinos vivos, volume 43,3% menor que no mesmo período do ano passado. O faturamento totalizou US$255,8 milhões.

Desse total, 97% dos animais foram exportados pelo Pará, e o restante pelo Rio Grande do Sul. A Venezuela foi o destino de 77% dos animais embarcados, 23% seguiram para o Libano.
Fonte: Portal DBO com dados da Scot Consultoria

Cultivo de florestas é alternativa rentável para produtor rural

Cultivo de florestas é alternativa rentável para produtor rural

Eduardo Riedel, presidente da FAMASUL e do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS: "Floresta é um negócio novo e lucrativo"
 “É um negócio novo e lucrativo, uma alternativa comprovadamente viável para diversificar produção e renda de pequenos, médios e grandes produtores”. A afirmação relativa a atividade florestal é do presidente da FAMASUL, Eduardo Riedel, que também é presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, na abertura do workshop Mais Floresta, realizado nesta terça-feira em Três Lagoas (MS).
O evento foi realizado no parque de exposições do município e teve participação de aproximadamente 100 produtores da região, inclusive de São Paulo, estado com o qual Três Lagoas faz divisa. Por concentrar um pólo industrial da celulose, Três Lagoas é referência no País e fora dele no segmento, que por seu potencial de demanda começa a influenciar também produtores do estado vizinho.
O Programa Mais Florestas é desenvolvido pela FAMASUL, SENAR-MS e pelos sindicatos rurais do Estado. A iniciativa leva orientação aos produtores rurais sobre a viabilidade econômica do cultivo de florestas, seja como monocultura, seja consorciada com outras atividades, no modelo integrando de lavoura-pecuária-floresta. Formado por palestras e workshops, o Mais Floresta será levado para 21 municípios sul-mato-grossenses até julho de 2012, e tem objetivo de estimular a elaboração de projetos e investimentos na área florestal, com foco no cultivo de eucalipto e seringueira.
Mato Grosso do Sul tem hoje aproximadamente 300 mil hectares de florestas plantadas. A expectativa, oficializada por meio do Plano Estadual de Florestas, é de que essa área chegue a 1 milhão de hectares até 2030. A demanda vem atender a implantação de parque industrial do segmento de papel e celulose no Estado, em especial na região de Três Lagoas. O município conta hoje com as indústrias Fibria, Eldorado e International Paper. A Portugal Celulose (Portucel) também manifestou interesse em instalar unidade industrial no Estado.
No mês passado, o governo estadual concedeu licença para a Fibria ampliar atuação no Estado e expandir sua área florestal de eucaliptos. Com o aumento, a previsão é de que a produção da Fibria passe 1,3 milhões de toneladas para 3 milhões de toneladas/ano de celulose.
Em relação à seringueira, o diretor da Polifer, Getúlio Ferreira, trouxe dados que acenderam os cifrões dos produtores. A indústria pneumática consome com 70% da produção mundial e o crescimento na frota brasileira aumenta uma demanda que é deficitária no Brasil, pois o País produz menos de 30% da borracha que consome. Tradicionais e maiores produtores de borracha do mercado mundial, Tailândia, Indonésia e Malásia estão renovando suas áreas e não tem capacidade de aumentar sua produção. São Paulo e Mato Grosso são os dois maiores produtores, com 55% e 21%, respectivamente.
Atualmente há 7 bilhões de pés de seringueira produzindo, sendo que a demanda é de 10 bilhões de árvores em produção. O Brasil tem apenas 50 milhões de seringueira em produção, afirmou Ferreira. “Além de garantir grande renda em pequenas áreas, o seringal tem um benefício social grande, pois gera um emprego para cada três mil plantas”, assegura o diretor. 
“A demanda por celulose e borracha está em franca expansão, tornando o investimento nessas espécies de florestas compensatório. Mato Grosso do Sul é a bola da vez das florestas plantadas no Brasil. Deixamos de ser o estado do boi e da soja e temos uma grande oportunidade com a instalação das grandes indústrias”, enfatizou o presidente do Conselho Administrativo do Senar/MS e da Comissão Nacional de Silvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ademar Júnior.
Entre os temas debatidos no workshop florestal, o mercado da borracha natural e a rentabilidade da cultura da seringueira, o manejo do seringal, linhas de financiamento para o setor, rentabilidade da produção pecuária consorciada com eucalipto e as perspectivas do mercado regional. “O objetivo do workshop não é ensinar a plantar, mas chamar atenção para esta grande oportunidade do produtor rural, com perspectivas concretas de bom retorno financeiro”, enfatizou Eduardo Riedel.
O Mais Floresta já foi levado para os municípios de Inocência, Nova Alvorada do Sul, Paranaíba e Ribas do Rio Pardo. Até junho de 2012, será levado para outros 19 municípios: Água Clara, Jaraguarí, Bandeirantes, Campo Grande, Camapuã, Alcinópolis, Sonora, Figueirão, Chapadão, Costa Rica, Cassilândia, Aparecida do Taboado, Selvíria, Bataguassu, Brasilândia, Anaurilândia, Nova Andradina, Batayporã e Coxim.
O Programa Mais Floresta tem a parceria do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MS), Painel Florestal, Polifer, Banco do Brasil (BB), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Reflore MS, Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura (SBAG) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

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