Fazenda Lembrança II
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on sábado, 15 de outubro de 2011
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CNA quer incluir o fosfato bicálcico na lista de exceção da TEC.
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Sindicato Rural de Itamaraju
on quinta-feira, 13 de outubro de 2011
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CNA quer incluir o fosfato bicálcico na lista de exceção da TEC.
Os preços do sal mineral praticamente dobraram desde novembro do ano passado.
A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu à Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que inclua o fosfato bicálcico e o ácido fosfórico na lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, com alíquota zero.
Para o presidente da Comissão da CNA, Rodrigo Alvim, seria “a única maneira de aumentar a concorrência, freando estes aumentos que atingem diretamente o custo da nutrição animal”.
Para o presidente da Comissão da CNA, Rodrigo Alvim, seria “a única maneira de aumentar a concorrência, freando estes aumentos que atingem diretamente o custo da nutrição animal”.
“A boa mineralização garante a competitividade do rebanho”, diz Alvim, preocupado com a oferta de sal mineral a preços competitivos ao pecuarista de leite. Atualmente, há apenas dois fornecedores de fosfato bicálcico no Brasil, principal fonte de fósforo para os sais minerais.
Para aumentar a oferta e segurar os preços do produto, o presidente da Comissão quer facilitar as importações do ácido fosfórico e de fosfato bicálcico de fora do Mercosul, que entram atualmente no País com alíquotas de 4% e 10%, respectivamente.
Segundo dados dos Ativos da Pecuária de Leite, divulgados nesta segunda (22) pela CNA, o sal mineral subiu 36% de outubro de2007 a fevereiro deste ano. Há previsão de novos aumentos de 20% a 30% para o fosfato bicálcico para maio. Desde novembro, o preço do produto mais do que dobrou, passando de R$ 800 a tonelada para R$ 1.800/t.
Para aumentar a oferta e segurar os preços do produto, o presidente da Comissão quer facilitar as importações do ácido fosfórico e de fosfato bicálcico de fora do Mercosul, que entram atualmente no País com alíquotas de 4% e 10%, respectivamente.
Segundo dados dos Ativos da Pecuária de Leite, divulgados nesta segunda (22) pela CNA, o sal mineral subiu 36% de outubro de
Mercado&Cia 12/10/11 - Entrevista com Alysson Paulinelli
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Mogno africano fortalece agricultura de Sabinópolis
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on quarta-feira, 12 de outubro de 2011
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Cultivo pode garantir rentabilidade de 600 mil reais por hectare
Tradicional produtor de leite, o município de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, quer se destacar agora com a produção de mogno africano, uma das madeiras mais valorizadas do mundo. Existe a perspectiva inclusive de exportar para os países asiáticos e a Europa.

De acordo com avaliação de Iduardo Pires dos Santos, extensionista local da Emater-MG, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o cultivo de mogno africano em Sabinópolis já é uma realidade, com a perspectiva de garantir para o produtor lucros da ordem de R$ 2 mil por metro cúbico de madeira serrada. Um hectare rende, em média, 300 metros cúbicos de madeira serrada.
Há cerca de dois anos foi iniciado no município um viveiro de mudas de mogno africano. Segundo o empresário Gilberto Mortimer Júnior, proprietário da plantação de 40 hectares, o objetivo principal é iniciar em oito anos a venda de madeira, que pode ser utilizada na fabricação de móveis de luxo, instrumentos científicos e musicais, esculturas e decorações interiores de embarcações, entre outros.
“Na fase atual, estamos fornecendo mudas cultivadas em 2 hectares para os agricultores que apostam na produção da planta para a obtenção de madeira maciça. A procura é crescente”, assinala o empresário.
“Já contamos com clientes não só de Minas Gerais, como também de São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso e Goiás, que ainda recebem assistência para o correto cultivo das plantas africanas clonadas, que são mais resistentes e têm melhor desenvolvimento que as nacionais”, explica.
A clonagem é um processo de melhoramento genético, neste caso com o objetivo de multiplicar as melhores árvores. Trata-se de um recurso para a obtenção de material com melhores características e florestas uniformes.
Gilberto ainda diz que o mais recomendável é a produção de florestas de mogno nas áreas de pastagem degradada, que devem ficar inacessíveis aos animais pelo menos durante um ano e meio. Nesse período, ele acrescenta, “a pastagem alcança recuperação por conta própria e o produtor já pode introduzir bezerros nas áreas entre as árvores. Alguns meses depois o pasto poderá receber o gado adulto.”
Produto valorizado
Segundo o produtor, a primeira colheita de mogno africano, no décimo ano depois do plantio, deverá abranger 50% da plantação. O restante das plantas deve ser colhido cinco anos depois. “A madeira terá ganho de qualidade e, por isso, o total das duas colheitas pode alcançar R$ 600 mil por hectare”, diz o empresário.
Gilberto afirma que a produção de floresta de mogno é recomendada para produtores de todos os portes. É um excelente negócio inclusive para os agricultores familiares, porque uma área pequena também garante alta rentabilidade. As normas para o mogno africano diante da legislação ambiental do Estado são as mesmas aplicadas ao cultivo de eucalipto, ele explica. “O produtor necessita informar ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) a quantidade que vai colher para destinar à comercialização.”
O empresário acrescenta que a demanda por mogno é crescente, enquanto a oferta mundial (principalmente pela Costa do Marfim, na África) diminuiu muito. “O Brasil ainda se aproveita pouco da oportunidade de ganhar espaço no mercado mundial com a madeira, porque no país há menos de 3 mil hectares de área plantada com mogno africano.”
Produção integrada
Para o extensionista Iduardo Pires dos Santos, Minas Gerais pode se beneficiar das condições de clima e solo, além de uma grande extensão de terras para o cultivo do mogno. “O plantio da árvore pode ser incluído em programas de recuperação de pastagens degradadas e em rodízio de cultivos anuais, como o do milho, pelo sistema de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF)”, recomenda. Santos acrescenta que a produção de leite também pode dar mais lucro se for ajustada ao melhor aproveitamento das pastagens recuperadas pelo cultivo das florestas de mogno.
O assessor de Florestas da Secretaria da Agricultura, Henrique Augusto Reis, considera a cultura de mogno uma das mais promissoras para o Estado e principalmente para os pequenos agricultores, observadas as práticas de manejo específicas. Ele diz que “a recuperação de pastagens pela integração atende aos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Confederação do Clima COP15, realizada em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro de 2009, sendo esta das atividades financiáveis pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC)”.
Tradicional produtor de leite, o município de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, quer se destacar agora com a produção de mogno africano, uma das madeiras mais valorizadas do mundo. Existe a perspectiva inclusive de exportar para os países asiáticos e a Europa.
De acordo com avaliação de Iduardo Pires dos Santos, extensionista local da Emater-MG, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o cultivo de mogno africano em Sabinópolis já é uma realidade, com a perspectiva de garantir para o produtor lucros da ordem de R$ 2 mil por metro cúbico de madeira serrada. Um hectare rende, em média, 300 metros cúbicos de madeira serrada.
Há cerca de dois anos foi iniciado no município um viveiro de mudas de mogno africano. Segundo o empresário Gilberto Mortimer Júnior, proprietário da plantação de 40 hectares, o objetivo principal é iniciar em oito anos a venda de madeira, que pode ser utilizada na fabricação de móveis de luxo, instrumentos científicos e musicais, esculturas e decorações interiores de embarcações, entre outros.
“Na fase atual, estamos fornecendo mudas cultivadas em 2 hectares para os agricultores que apostam na produção da planta para a obtenção de madeira maciça. A procura é crescente”, assinala o empresário.
“Já contamos com clientes não só de Minas Gerais, como também de São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso e Goiás, que ainda recebem assistência para o correto cultivo das plantas africanas clonadas, que são mais resistentes e têm melhor desenvolvimento que as nacionais”, explica.
A clonagem é um processo de melhoramento genético, neste caso com o objetivo de multiplicar as melhores árvores. Trata-se de um recurso para a obtenção de material com melhores características e florestas uniformes.
Gilberto ainda diz que o mais recomendável é a produção de florestas de mogno nas áreas de pastagem degradada, que devem ficar inacessíveis aos animais pelo menos durante um ano e meio. Nesse período, ele acrescenta, “a pastagem alcança recuperação por conta própria e o produtor já pode introduzir bezerros nas áreas entre as árvores. Alguns meses depois o pasto poderá receber o gado adulto.”
Produto valorizado
Segundo o produtor, a primeira colheita de mogno africano, no décimo ano depois do plantio, deverá abranger 50% da plantação. O restante das plantas deve ser colhido cinco anos depois. “A madeira terá ganho de qualidade e, por isso, o total das duas colheitas pode alcançar R$ 600 mil por hectare”, diz o empresário.
Gilberto afirma que a produção de floresta de mogno é recomendada para produtores de todos os portes. É um excelente negócio inclusive para os agricultores familiares, porque uma área pequena também garante alta rentabilidade. As normas para o mogno africano diante da legislação ambiental do Estado são as mesmas aplicadas ao cultivo de eucalipto, ele explica. “O produtor necessita informar ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) a quantidade que vai colher para destinar à comercialização.”
O empresário acrescenta que a demanda por mogno é crescente, enquanto a oferta mundial (principalmente pela Costa do Marfim, na África) diminuiu muito. “O Brasil ainda se aproveita pouco da oportunidade de ganhar espaço no mercado mundial com a madeira, porque no país há menos de 3 mil hectares de área plantada com mogno africano.”
Produção integrada
Para o extensionista Iduardo Pires dos Santos, Minas Gerais pode se beneficiar das condições de clima e solo, além de uma grande extensão de terras para o cultivo do mogno. “O plantio da árvore pode ser incluído em programas de recuperação de pastagens degradadas e em rodízio de cultivos anuais, como o do milho, pelo sistema de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF)”, recomenda. Santos acrescenta que a produção de leite também pode dar mais lucro se for ajustada ao melhor aproveitamento das pastagens recuperadas pelo cultivo das florestas de mogno.
O assessor de Florestas da Secretaria da Agricultura, Henrique Augusto Reis, considera a cultura de mogno uma das mais promissoras para o Estado e principalmente para os pequenos agricultores, observadas as práticas de manejo específicas. Ele diz que “a recuperação de pastagens pela integração atende aos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Confederação do Clima COP15, realizada em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro de 2009, sendo esta das atividades financiáveis pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC)”.
Especialistas discutem economia verde em Campinas
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Alternativas em busca de um novo modelo produtivo

Voltado para produtores rurais, técnicos, empresários, estudantes e formadores de opinião, o Fórum Produção, Conservação e Lucratividade – economia verde como via de equilíbrio, que acontece no próximo dia 26 de outubro, no anfiteatro do IAC, em Campinas (SP), se propõe a fomentar discussões rumo ao equilíbrio entre duas temáticas ainda bastante opostas: economia e meio ambiente. Em tempos de busca pela sustentabilidade e de atenção às grandes demandas mercadológicas, alternativas precisam ser pensadas para forjar uma nova realidade a partir da prática do conceito de Economia Verde.
Com painéis abrangentes sobre as variantes desse modelo produtivo em construção, profissionais especializados vão abordar as múltiplas perspectivas da Economia Verde no Brasil. As palestras também serão pontuadas por debates acerca dos principais temas abordados: práticas conservacionistas, pegada de carbono, pagamento por serviços ambientais, ações governamentais e o setor de floresta plantada.
Entre os palestrantes já confirmados estão o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) Cesar Reis; o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente Celso Manzatto; o Gerente de Planejamento Florestal da International Paper Robson Laprovitera; o economista Ademar Ribeiro, que é membro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica e do Núcleo de Economia Agrícola e Meio Ambiente da Unicamp; a produtora e especialista em gestão internacional e agrobusiness Beatriz Bezeruska e o professor da Unicamp Joaquim Eugênio Abel Seabra, especialista na área de carbono. Também já está confirmada a participação de um representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA). E a organização ainda aguarda a confirmação sobre a palestra do Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas.
Serviço
Fórum Produção, Conservação e Lucratividade
Data: 26 de outubro
Local: Anfiteatro do IAC (Instituto Agronômico de Campinas)
Endereço: Av. Barão de Itapura, 1481 - Campinas - SP
Contato: (21) 4063-7713 / eventos@diadecampo.com.br
Patrocínio
A Monsanto e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) são as patrocinadoras do Fórum Produção, Conservação e Lucratividade – economia verde como via de equilíbrio. Entre os apoiadores estão Embrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sebrae, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Instituto Ares, Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, Associação Brasileira de Engenharia Agrícola, International Paper, Unicamp, Associação Mineira de Silvicultura, Núcleo de Economia Agrícola e do Meio Ambiente e Grupo de Estudos Luiz de Queiróz da Esalq/USP.
Informação é Insumo
Informação é Insumo é uma série de eventos produzida pelo Portal Dia de Campo. O objetivo é reunir produtores, técnicos, acadêmicos e palestrantes de alto nível para discutir a relevância prática de temas importantes para o setor produtivo. Debater ideias, transferir e gerar conhecimento é transformar Informação em Insumo.
Voltado para produtores rurais, técnicos, empresários, estudantes e formadores de opinião, o Fórum Produção, Conservação e Lucratividade – economia verde como via de equilíbrio, que acontece no próximo dia 26 de outubro, no anfiteatro do IAC, em Campinas (SP), se propõe a fomentar discussões rumo ao equilíbrio entre duas temáticas ainda bastante opostas: economia e meio ambiente. Em tempos de busca pela sustentabilidade e de atenção às grandes demandas mercadológicas, alternativas precisam ser pensadas para forjar uma nova realidade a partir da prática do conceito de Economia Verde.
Com painéis abrangentes sobre as variantes desse modelo produtivo em construção, profissionais especializados vão abordar as múltiplas perspectivas da Economia Verde no Brasil. As palestras também serão pontuadas por debates acerca dos principais temas abordados: práticas conservacionistas, pegada de carbono, pagamento por serviços ambientais, ações governamentais e o setor de floresta plantada.
Entre os palestrantes já confirmados estão o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) Cesar Reis; o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente Celso Manzatto; o Gerente de Planejamento Florestal da International Paper Robson Laprovitera; o economista Ademar Ribeiro, que é membro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica e do Núcleo de Economia Agrícola e Meio Ambiente da Unicamp; a produtora e especialista em gestão internacional e agrobusiness Beatriz Bezeruska e o professor da Unicamp Joaquim Eugênio Abel Seabra, especialista na área de carbono. Também já está confirmada a participação de um representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA). E a organização ainda aguarda a confirmação sobre a palestra do Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas.
Serviço
Fórum Produção, Conservação e Lucratividade
Data: 26 de outubro
Local: Anfiteatro do IAC (Instituto Agronômico de Campinas)
Endereço: Av. Barão de Itapura, 1481 - Campinas - SP
Contato: (21) 4063-7713 / eventos@diadecampo.com.br
Patrocínio
A Monsanto e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) são as patrocinadoras do Fórum Produção, Conservação e Lucratividade – economia verde como via de equilíbrio. Entre os apoiadores estão Embrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sebrae, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Instituto Ares, Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, Associação Brasileira de Engenharia Agrícola, International Paper, Unicamp, Associação Mineira de Silvicultura, Núcleo de Economia Agrícola e do Meio Ambiente e Grupo de Estudos Luiz de Queiróz da Esalq/USP.
Informação é Insumo
Informação é Insumo é uma série de eventos produzida pelo Portal Dia de Campo. O objetivo é reunir produtores, técnicos, acadêmicos e palestrantes de alto nível para discutir a relevância prática de temas importantes para o setor produtivo. Debater ideias, transferir e gerar conhecimento é transformar Informação em Insumo.
Câmara setorial estrutura plano para alcançar autossuficiência na produção de borracha natural
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on terça-feira, 11 de outubro de 2011
Até 2031 a Bahia deverá ter 100 mil hectares de seringueira
A abertura de linhas de créditos especiais do Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil e Desenbahia para a cultura da seringueira, e a definição de como cada uma da indústrias de pneumáticos instaladas na Bahia poderão participar do “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia - Prodebon”, foram os principais assuntos discutidos nesta quarta-feira, (28), em Ilhéus, pela Câmara Setorial da Borracha Natural, em reunião presidida pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. A reunião aconteceu no Centro de Convenções de Ilhéus, onde está sendo realizado o I Simpósio Brasileiro da Pupunheira, evento que contou com a participação do secretário, na mesa redonda “Casos de Sucesso do Agronegócio Palmito de Pupunha na Bahia”, moderada pelo diretor do Centro de Pesquisa da Ceplac, Adonias Filho.
Eduardo Salles explicou que a Câmara Setorial da Borracha Natural acaba de elaborar o “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia - Prodebon”, que visa alcançar a autossuficiência da Bahia na produção de borracha, e tem entre suas metas a implantação de 100 mil hectares de seringueiras até 2031, elevando a produção para 300 mil toneladas/ano, e a geração de 34 mil empregos diretos, que hoje são 6.557 postos de trabalho. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de borracha natural, atualmente com 32.314 hectares plantados, e produção de 17.2 mil toneladas/ano de borracha seca. Está produção responde por apenas 30% do consumo interno.
“Agora estamos detalhando o Prodebon para definir a participação de cada parceiro”, disse o secretário, afirmando ainda que as indústrias de pneus instaladas na Bahia já demonstraram interesse de participar, “e nós vamos fazer planos detalhados para cada uma delas, definindo como elas poderão participar. Estamos identificando os papéis e responsabilidades de cada elo da cadeia e discutindo as estratégias de execução do plano, que será entregue ao governador Jaques Wagner”. De acordo com ele, “a Bahia se prepara para dar um salto qualitativo e quantitativo nos próximos 20 anos”.
O PROGRAMA
O anteprojeto do “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia, entregue, há algumas semanas, ao secretário Eduardo Salles, durante reunião extraordinária da Câmara Setorial da Borracha, realizada no Espaço Verde da Michelan, no município de Igrapiúna, vai atender a 18.300 produtores, em sua maioria da agricultura familiar. O ato de entrega, que se tornou um marco na história da heveicultura baiana, contou com a participação de cerca de 70 representantes de todos os segmentos da cadeia, presidentes de associações e cooperativas de produtores, vereadores de vários municípios, secretários de Agricultura, além do vice-prefeito de Ituberá e técnicos e diretores da Ceplac.
“A Ceplac e a EBDA serão fundamentais no desenvolvimento do Programa, mas temos que inserir o Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDA, buscar o apoio e participação das prefeituras dos municípios dos sete territórios de identidade que estão na área de abrangência do programa, do Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil e Desenbahia, além das indústrias pneumáticas instaladas na Bahia”, disse o secretário. Salles estimulou a Câmara Setorial, produtores, associações e cooperativas a agilizar os planos de ação, e afirmou que “desejo o quanto antes assinar convênios com as entidades envolvidas para que já nos meses de janeiro e fevereiro do próximo ano possamos coletar as sementes com as quais faremos as primeiras mudas que iniciarão a expansão da heveicultura na Bahia”.
PROGRAMA É DA CADEIA PRODUTIVA
Para o diretor geral da Ceplac, Jay Wallace, o Prodebon, além de ser estratégico para a Bahia e para o Brasil, tem grande importância por não ser um plano de governo. “É uma demanda que vem do próprio setor, da cadeia produtiva, elaborado pela Câmara Setorial da Borracha, um ano depois de sua criação. Wallace destacou que se o Brasil não ampliar sua produção de borracha vai criar um gargalo que poderá esfriar o interesse de montadoras se instalar no País.
A produção de borracha na Bahia localiza-se no Pólo Ituberá, (Baixo Sul), e Pólo Una, (Litoral Sul), e no Pólo Itamaraju, (Extremo Sul), que está se formando. Mas, com a implantação do programa de desenvolvimento, a heveicultura será expandida para os municípios dos territórios de identidade Agreste, Médio Rio de Contas, Recôncavo e Vale do Jequiriça.
O secretário executivo da Câmara Setorial, Ivo Cabral Junior, informou que na Bahia estão funcionando quatro indústrias de Pneu. São a Pirelli e a Vipal, em Feira de Santana, e as Bridgestone e Continental, em Camaçari. O Estado conta apenas com duas indústrias beneficiadora da borracha, que são a Agroindustrial, em Ituberá, e a unidade da Michelan, em Igrapiúna. A maior parte da matéria prima utilizada pelas pneumáticas da Bahia é importada.
INCLUSÃO SOCIAL
Um dos responsáveis pela elaboração do Programa, o engenheiro agrônomo e diretor do Centro de Pesquisas do Cacau, Adonias de Castro Filho, disse ao apresentar o documento que o “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia “é importante para o desenvolvimento do Estado, inclusão social e erradicação da miséria”. Ele explicou que a lavoura de seringueira consorciada com cacau tem grande rentabilidade, podendo chegar a R$ 13 mil por hectare/ano.
A Bahia, que já é o segundo maior pólo produtor de borracha, atrás apenas do Estado de São Paulo, dá um importante passo para se tornar autossuficiente, num momento em que o País precisa aumentar a produção e também buscar a autossuficiência. Em 2009, o Brasil produziu 104 mil toneladas de borracha e consumiu 261 mil toneladas. No ano passado, o consumo cresceu para 320 mil toneladas.
De acordo com Ivo Cabral Junior, secretário executivo da Câmara Setorial da Borracha Natural, em 2010, a importação brasileira de borracha natural alcançou a marca de 790 milhões de dólares. “De 1998 a 2008, a produção brasileira cresceu 54%, e o consumo aumento 84% e, em valor monetário, as importações tiveram crescimento de 111%”.
Especialistas do setor estimam que no ano 2020 o Brasil estará consumindo 680 mil toneladas de borracha, número que no ano 2030 chegará a 1,3 milhão de toneladas. “Para ter autossuficiência, até o ano 2030 o Brasil deverá área plantada de 830 mil hectares.
EXPOFENITA
Em Itabuna, o secretario Eduardo Salles visitou a Exposição Feira Industrial e Agropecuária (Expofenita), e participou a abertura da Feira dos Municípios, organizada pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste, coordenada por seu presidente, Cláudio Dourado, prefeito de Uruçuca. “Fico muito feliz por participar deste evento, que revigora a cultura regional e fortalece os municípios”, disse Salles, destacando que um evento desta importância deve ser mantido e fortalecido. Participaram também da abertura o presidente da CAR, Vivaldo Mendonça, e o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Eduardo Salles.
O secretário percorreu os estandes da agricultura familiar, onde foram apresentados produtos como chocolate, frutas cristalizadas, licores e artesanato. Salles destacou os investimentos na agricultura familiar, como a ampliação do acesso ao Pronaf e programas de capacitação profissional e acesso ao crédito. “O governo do Estado trabalha para fortalecer a lavoura cacaueira, através da verticalização da produção que inclui a implantação de fábricas de chocolate, e programas de diversificação de culturas como a seringueira, pupunha, flores e frutas”, afirmou.
Eduardo Salles explicou que a Câmara Setorial da Borracha Natural acaba de elaborar o “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia - Prodebon”, que visa alcançar a autossuficiência da Bahia na produção de borracha, e tem entre suas metas a implantação de 100 mil hectares de seringueiras até 2031, elevando a produção para 300 mil toneladas/ano, e a geração de 34 mil empregos diretos, que hoje são 6.557 postos de trabalho. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de borracha natural, atualmente com 32.314 hectares plantados, e produção de 17.2 mil toneladas/ano de borracha seca. Está produção responde por apenas 30% do consumo interno.
“Agora estamos detalhando o Prodebon para definir a participação de cada parceiro”, disse o secretário, afirmando ainda que as indústrias de pneus instaladas na Bahia já demonstraram interesse de participar, “e nós vamos fazer planos detalhados para cada uma delas, definindo como elas poderão participar. Estamos identificando os papéis e responsabilidades de cada elo da cadeia e discutindo as estratégias de execução do plano, que será entregue ao governador Jaques Wagner”. De acordo com ele, “a Bahia se prepara para dar um salto qualitativo e quantitativo nos próximos 20 anos”.
O PROGRAMA
O anteprojeto do “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia, entregue, há algumas semanas, ao secretário Eduardo Salles, durante reunião extraordinária da Câmara Setorial da Borracha, realizada no Espaço Verde da Michelan, no município de Igrapiúna, vai atender a 18.300 produtores, em sua maioria da agricultura familiar. O ato de entrega, que se tornou um marco na história da heveicultura baiana, contou com a participação de cerca de 70 representantes de todos os segmentos da cadeia, presidentes de associações e cooperativas de produtores, vereadores de vários municípios, secretários de Agricultura, além do vice-prefeito de Ituberá e técnicos e diretores da Ceplac.
“A Ceplac e a EBDA serão fundamentais no desenvolvimento do Programa, mas temos que inserir o Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDA, buscar o apoio e participação das prefeituras dos municípios dos sete territórios de identidade que estão na área de abrangência do programa, do Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil e Desenbahia, além das indústrias pneumáticas instaladas na Bahia”, disse o secretário. Salles estimulou a Câmara Setorial, produtores, associações e cooperativas a agilizar os planos de ação, e afirmou que “desejo o quanto antes assinar convênios com as entidades envolvidas para que já nos meses de janeiro e fevereiro do próximo ano possamos coletar as sementes com as quais faremos as primeiras mudas que iniciarão a expansão da heveicultura na Bahia”.
PROGRAMA É DA CADEIA PRODUTIVA
Para o diretor geral da Ceplac, Jay Wallace, o Prodebon, além de ser estratégico para a Bahia e para o Brasil, tem grande importância por não ser um plano de governo. “É uma demanda que vem do próprio setor, da cadeia produtiva, elaborado pela Câmara Setorial da Borracha, um ano depois de sua criação. Wallace destacou que se o Brasil não ampliar sua produção de borracha vai criar um gargalo que poderá esfriar o interesse de montadoras se instalar no País.
A produção de borracha na Bahia localiza-se no Pólo Ituberá, (Baixo Sul), e Pólo Una, (Litoral Sul), e no Pólo Itamaraju, (Extremo Sul), que está se formando. Mas, com a implantação do programa de desenvolvimento, a heveicultura será expandida para os municípios dos territórios de identidade Agreste, Médio Rio de Contas, Recôncavo e Vale do Jequiriça.
O secretário executivo da Câmara Setorial, Ivo Cabral Junior, informou que na Bahia estão funcionando quatro indústrias de Pneu. São a Pirelli e a Vipal, em Feira de Santana, e as Bridgestone e Continental, em Camaçari. O Estado conta apenas com duas indústrias beneficiadora da borracha, que são a Agroindustrial, em Ituberá, e a unidade da Michelan, em Igrapiúna. A maior parte da matéria prima utilizada pelas pneumáticas da Bahia é importada.
INCLUSÃO SOCIAL
Um dos responsáveis pela elaboração do Programa, o engenheiro agrônomo e diretor do Centro de Pesquisas do Cacau, Adonias de Castro Filho, disse ao apresentar o documento que o “Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia “é importante para o desenvolvimento do Estado, inclusão social e erradicação da miséria”. Ele explicou que a lavoura de seringueira consorciada com cacau tem grande rentabilidade, podendo chegar a R$ 13 mil por hectare/ano.
A Bahia, que já é o segundo maior pólo produtor de borracha, atrás apenas do Estado de São Paulo, dá um importante passo para se tornar autossuficiente, num momento em que o País precisa aumentar a produção e também buscar a autossuficiência. Em 2009, o Brasil produziu 104 mil toneladas de borracha e consumiu 261 mil toneladas. No ano passado, o consumo cresceu para 320 mil toneladas.
De acordo com Ivo Cabral Junior, secretário executivo da Câmara Setorial da Borracha Natural, em 2010, a importação brasileira de borracha natural alcançou a marca de 790 milhões de dólares. “De 1998 a 2008, a produção brasileira cresceu 54%, e o consumo aumento 84% e, em valor monetário, as importações tiveram crescimento de 111%”.
Especialistas do setor estimam que no ano 2020 o Brasil estará consumindo 680 mil toneladas de borracha, número que no ano 2030 chegará a 1,3 milhão de toneladas. “Para ter autossuficiência, até o ano 2030 o Brasil deverá área plantada de 830 mil hectares.
EXPOFENITA
Em Itabuna, o secretario Eduardo Salles visitou a Exposição Feira Industrial e Agropecuária (Expofenita), e participou a abertura da Feira dos Municípios, organizada pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste, coordenada por seu presidente, Cláudio Dourado, prefeito de Uruçuca. “Fico muito feliz por participar deste evento, que revigora a cultura regional e fortalece os municípios”, disse Salles, destacando que um evento desta importância deve ser mantido e fortalecido. Participaram também da abertura o presidente da CAR, Vivaldo Mendonça, e o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Eduardo Salles.
O secretário percorreu os estandes da agricultura familiar, onde foram apresentados produtos como chocolate, frutas cristalizadas, licores e artesanato. Salles destacou os investimentos na agricultura familiar, como a ampliação do acesso ao Pronaf e programas de capacitação profissional e acesso ao crédito. “O governo do Estado trabalha para fortalecer a lavoura cacaueira, através da verticalização da produção que inclui a implantação de fábricas de chocolate, e programas de diversificação de culturas como a seringueira, pupunha, flores e frutas”, afirmou.
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- Sindicato Rural de Itamaraju
- Itamaraju, Bahia, Brazil
- O Sindicato dos Produtores Rurais de Itamaraju, foi fundado em 1972, como um associação pêlos Produtores Rurais os Srs.: José Carneiro, Ney Paschoal, José Gomes de Almeida e Outros... Em 1974 se tornou um sindicato reconhecido pelo Governo Federal através da Carta Sindical fornecida pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, tendo como base territorial todo o Município de Itamaraju , tendo sido aprovado os seu Estatutos Sociais como Órgão representativo das Categorias Econômicas Integrantes dos Grupos do Plano da Confederação Nacional. Nesse tempo de existência do Sindicato, foram eleitos como Presidentes os senhores José Almeida Carneiro, Ney Paschoal dos Santos, José Miguel de Morais, Cosme Afrânio Leite Lima e atualmente o Senhor Urbano Pereira Correia. O Sindicato Rural, esta filiado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

